Skip to main content

O sonho compartilhado da CO-LEAGUE e a importância do Vôlei para a Vida

07/06/2023

O voleibol é um esporte cada vez mais valorizado pelos jovens porque traz benefícios em vários aspectos. Para falar sobre eles, conversamos com os fundadores da CO-LEAGUE, que abordaram também a necessidade de mais recursos para a base e a importância do vôlei para a vida.

O vôlei é uma atividade não só de alto desempenho, mas também de socialização e bem-estar, com uma dimensão educacional muito forte.

Estas várias maneiras de aproveitar os benefícios do voleibol ganham um significado ainda mais relevante nos dias de hoje, em que as pessoas passam muito tempo conectadas ao celular.

Neste sentido, o vôlei passa a ser também uma forma de liberação das tensões e ansiedades da vida moderna, dividida entre o real e o virtual.

Foi exatamente esta maneira diferente de encarar o vôlei que inspirou os fundadores da CO-LEAGUE, Fernanda Pasquarelli e Luiz Henrique Marinelo.

Uma visão humana do esporte

Um dos princípios fundamentais da CO-LEAGUE é esta visão integral das jogadoras, atuando nos níveis tanto motor, quanto cognitivo, social e afetivo.

O objetivo é criar um espaço exclusivo para as atletas, visando a consolidação de seus valores e abrindo portas para que eles também possam ser refletidos fora da quadra.

A comunidade CO-LEAGUE pretende acolher todas as jovens apaixonadas por vôlei e criar um ambiente adequado para que elas possam jogar, se aperfeiçoar, e trilhar um caminho de desenvolvimento educacional, jogando por mais tempo enquanto jogam numa universidade.

Das Quadras para o Sucesso Profissional

Fernanda Pasquarelli passou por esta situação. Ela jogou vôlei dos 10 aos 18 anos e teve que abandonar o esporte para se dedicar integralmente aos estudos, quando entrou na faculdade.

Ela confessa: “O período em que joguei vôlei foi o mais feliz da minha vida. Todo mundo falava que só lembrava de mim com a bola de vôlei debaixo do braço.”

Fernanda se formou em Computação no conceituado ITA, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos, e fez MBA, Master in Business Administration, nos Estados Unidos.

Sua carreira profissional inclui passagens por empresas como a Vale do Rio Doce, os bancos Merrill Lynch, UBS e BTG, além da seguradora Porto Seguro.

Fernanda se emociona quando fala do que construiu ao longo da vida: “Por todos os lugares que passei as pessoas destacaram meu papel de liderança. E sabe onde eu aprendi isso? Foi no vôlei!”, revela.

“O vôlei tem esta pegada forte. Tem que ter gana para encarar. Mas, ao mesmo tempo, ninguém ganha sozinha. Ou seja, tem o lado da competição, que é saudável, e também da cooperação, que é necessário. Por isso, o vôlei requer muita construção e evolução. A vitória da equipe vem sempre de muito treino e disciplina de todas”, completa.

A importância do vôlei para a vida começa cedo e dura para sempre.

No início da carreira, Luiz Henrique Marinelo jogou vôlei em São José dos Campos, Pindamonhangaba e Guaratinguetá. Foi várias vezes Campeão Regional e Campeão Paulista Juvenil em 1987, além de ter conquistado várias medalhas nos Jogos Abertos.

Em Santo André, passou a jogar profissionalmente pelo time da Pirelli. “Foi neste momento que eu senti a diferença de jogar em uma equipe estruturada, com o apoio necessário para o atleta desenvolver seu potencial”, destacou.

Uma história sobre a importância do vôlei para a vida

Luiz Henrique conta que, quando levou sua filha Aline aos Estados Unidos para iniciar na Siena Heights University em Michigan, como jogadora de vôlei, ficou impressionado com a organização e estrutura, desde o centro de treinamento, até a qualidade da academia e equipamentos disponíveis para o time da Universidade.

“Eu fiquei super feliz por ver minha filha iniciando como jogadora num lugar como aquele. E, ao mesmo tempo, me deu um nó na garganta. Nem sei explicar direito. Eu senti um baque quando pensei: nossa, se eu tivesse tido a oportunidade de mostrar meu voleibol num ambiente desse, certamente, eu nunca teria saído das quadras. Estaria jogando vôlei até hoje”, relata emocionado.

É uma oportunidade como esta que a CO-LEAGUE deseja oferecer para as jovens jogadoras de vôlei de hoje.

Um dia memorável nos EUA

Aline, sua filha, também conta como se sentiu realizada momentos antes do seu primeiro jogo nos Estados Unidos: “Esse dia foi memorável, meu coração acelerou de um jeito e foi aí que me dei conta que o momento chegou, todo esforço, dedicação e empenho valeram a pena!”

A CO-LEAGUE nasceu para fomentar a base do Voleibol Brasileiro

Contando suas histórias sobre a importância do vôlei para a vida, tanto Fernanda quanto Luiz Henrique retratam um Brasil dos anos 80, que não dava tantas oportunidades para atletas que sonhavam em jogar voleibol.

E atualmente, será que este cenário mudou?

Ambos reconhecem que muita coisa melhorou, mas em termos de estrutura para o esporte, a situação ainda necessita de muito investimento para jovens atletas e o esporte amador como um todo.

Luiz Henrique destaca que, de lá para cá, aumentou a quantidade de clubes e empresas apoiando, principalmente o esporte de alto rendimento:

“A Superliga se tornou uma marca muito forte. O vôlei neste período só cresceu, em termos de títulos, de número de praticantes e de torcida também. Mas, uma coisa não muda: a falta de recursos para a base”, admite.

Luiz Henrique acredita que, por este motivo, as atletas iniciantes ainda dependem muito de projetos que por sua vez dependem de Prefeituras e apoio do Governo. “O que a gente sonha com a CO-LEAGUE é exatamente fomentar a base, ajudar estas equipes que vivem fazendo rifa e pedindo dinheiro aos familiares para continuar jogando vôlei”.

“Queremos aproximar cada vez mais empresas privadas ao esporte amador, uma vez que também necessitam diversificar seu olhar para a sociedade e aproximá-las do mundo do voleibol, e das maravilhas que ele pode trazer”, acrescenta Fernanda.

A demanda pelo Vôlei está cada vez maior

Fernanda também destaca que hoje em dia o voleibol tem muito mais volume, mas a base ainda permanece desassistida: “Quem gosta de vôlei acaba tendo que jogar de qualquer jeito, em qualquer lugar, e até priorizando o esporte e deixando os estudos de lado.Mesmo assim, a paixão pelo esporte só tem crescido”, salienta.

Ela conta que as peneiras de Clubes nos grandes centros tem atraído cada vez mais atletas, e as vagas são restritas. Muita gente fica de fora.

“É a prova de que estas jovens atletas precisam de um apoio para continuar jogando vôlei. É para essas meninas que a CO-LEAGUE foi criada”, aponta Fernanda.

A estrutura de base está cada vez menor

A CO-LEAGUE conta também com a experiência de Luiz Henrique como empreendedor na área da educação.

Ele trabalhou por 15 anos com capacitação de jovens no Senai, onde foi Coordenador de Relacionamento com a Indústria. Em seguida, atuou na franquia “Supera, ginástica para o cérebro”, para público em geral, que aplicava metodologias diferenciadas para ativação do cérebro.

Na visão dele, faltam iniciativas que façam a educação trabalhar ao lado do esporte, principalmente na formação dos jovens:

“Na maioria das vezes, a pouca estrutura de que se dispõe é mal aproveitada. São espaços subutilizados, que não são aproveitados adequadamente pelos jovens, nem pelos funcionários e também não são abertos para a comunidade”, reconhece.

Seja CO-LEAGUE e compartilhe este sonho

Estes são os motivos pelos quais Fernanda e Luiz Henrique resolveram fundar a CO-LEAGUE.

O sonho deles é oferecer às jovens atletas a oportunidade que eles não tiveram: se dedicar aos estudos e ainda poder participar de festivais de vôlei e torneios nos Estados Unidos, tudo de graça. .

A ideia central que sustenta toda esta operação é o reconhecimento da importância do vôlei para a vida, em todos os seus aspectos.

Se você deseja fazer parte da Comunidade CO-LEAGUE, entre no site e se cadastre.

Afinal, o jogo não pode parar!