Os Caminhos do Vôlei que levam ao aprimoramento pessoal e profissional

Você sabia que o voleibol pode ajudar muito no aprimoramento pessoal e profissional de jovens atletas? Esta prática esportiva exige técnica, velocidade, força, habilidade e estratégia. Ao percorrer os vários caminhos do vôlei, as jogadoras compartilham experiências valiosas, que formam personalidades fortes e vitoriosas.
Este é um dos eixos centrais da CO-LEAGUE, que realiza projetos para incentivar as categorias de base do voleibol feminino no Brasil.
Participando das atividades, as meninas que estão iniciando no esporte também aprendem a ter uma boa orientação comportamental, o que as ajudam também a se posicionarem na vida, exercitando papéis de liderança desde cedo.
Lições para vida toda
Além disso, o voleibol é um esporte coletivo, o que faz com que as atletas assimilem o trabalho em equipe e pratiquem padrões de conduta que respeitam as pessoas e as regras.
Isso desperta um ‘sentido de grupo’, fortalecido por cooperação e cortesia, ao mesmo tempo em que desperta o espírito de luta.
Em quadra, elas vivenciam situações adversas, aceitam as próprias falhas e as das colegas também.
Assim sendo, ganham resiliência e capacidade de adaptação, superando as derrotas e encarando-as como oportunidades para melhorar ainda mais.
Porque atletas ficam pelo caminho?
Não raro, muitas meninas começam no voleibol de base e acabam atingindo as idades limites das categorias.
Quando as etapas infantojuvenis se encerram, ou a atleta torna-se uma jogadora profissional ou se vê obrigada a abandonar sua carreira no esporte.
Este é realmente um momento difícil para atletas apaixonadas pelo vôlei, que não conseguem mais permanecer jogando.
Mas não precisa ser assim
Foi pensando nisso que a CO-LEAGUE promoveu uma palestra especial com a ex-jogadora e treinadora Nicole Kurtz, durante o seu 1º Festival de Vôlei em São José dos Campos/SP.
Nicole, que também fez parte do corpo técnico do Festival, começou a jogar aos 13 anos em Caxias do Sul. Ela integrou a seleção gaúcha e também a brasileira, jogou na Itália e na Espanha e hoje é técnica do Clube Atlético Ypiranga.
A palestra da Nicole foi exatamente sobre “Os Caminhos do Vôlei”, que não precisam ser interrompidos nesta fase pré-universitária.
Os Caminhos do Vôlei abrem novas e incríveis possibilidades

Falando para cerca de 120 pessoas (entre atletas, pais e organizadores), Nicole explicou que o primeiro desafio da jogadora iniciante é saber com clareza até onde ela pode chegar:
Sonhar é muito importante para estas meninas e elas precisam ser muito realistas a respeito dos seus sonhos. Para isso, seria bom perguntar: Que tipo de atleta eu posso ser? De acordo com minhas características físicas, onde posso me enquadrar melhor? Por exemplo, dependendo da altura da menina, talvez seja muito difícil saltar 3 metros ou coisa parecida, não é?, argumentou Nicole.
A treinadora explica que este autoconhecimento é fundamental para que a atleta consiga se realizar no esporte. Ser feliz praticando o vôlei em todas as suas possibilidades. Nicole conta que, ela mesma, só conseguiu ter esta visão mais ampla do voleibol quando estava jogando na Itália.
Até então, eu jogava porque queria ser uma estrela. Mas, por questões das regras italianas, houve um momento em que eu fiquei oito meses sem jogos oficiais. Mas, não deixei de treinar. Foi quando eu realmente descobri o tamanho do amor que eu tenho pelo vôlei.
Seriedade com o esporte e com o ser humano
Neste período, Nicole teve a oportunidade de conviver com uma equipe de profissionais italianos que estuda o vôlei o tempo todo. Eles promovem encontros de atualização permanentemente. Os treinos são sempre diferenciados, sempre acompanhados com muita pesquisa e análise técnica.
É uma dedicação integral, um amor muito profundo. É uma seriedade muito grande não só com o esporte, mas também com o ser humano. Eles se preocupam com o desgaste físico, com os riscos de lesão e, principalmente, com a parte emocional da atleta.
A partir daquele momento, ela começou a entender e considerar todas as particularidades que estão em volta do voleibol. Não só entrar na quadra e jogar, mas também saber o que é preciso para entrar na quadra e jogar bem.
Nicole Kurtz dá dicas para continuar nos Caminhos do Vôlei
Chegar a ser uma atleta de ponta, com alta performance, é o desejo de todas as meninas que começam no vôlei. Porém, o funil é muito apertado e boa parte delas talvez não consiga atingir este grau de excelência.
Entretanto, como já vimos, isso não quer dizer que o sonho de jogar vôlei tenha terminado. Nicole explica que existem muitos outros caminhos que levam ao vôlei:
A atleta pode, por exemplo, pegar uma Bolsa na Faculdade e continuar jogando e estudando. O mesmo pode acontecer fora do Brasil. Hoje em dia muitas meninas estão conseguindo bolsas nos Estados Unidos.
Estes dois caminhos, tanto no país como no exterior, são grandes oportunidades para a vida inteira. Eles abrem um leque muito rico de opções que ampliam as perspectivas.
O voleibol fora da quadra
Além disso, ela pode continuar no esporte como Auxiliar Técnica: “Tenho uma menina que parou de jogar, continua estudando e vem aqui nos auxiliar. Com isso, ele continua aprendendo as lições do vôlei”, disse.
Há também uma área imensa de atuação no campo da Gestão do Esporte, com políticas públicas ou privadas. Sendo que esta é uma área de forte crescimento no Brasil.
O Direito Esportivo também é um setor importante porque ajuda a proteger as atletas, os clubes, as ligas e inclusive os torcedores, promovendo o desenvolvimento do esporte.
Outra área em franco progresso é do Marketing Esportivo, que cuida da imagem das jogadoras ou das entidades esportivas, o que afeta diretamente a captação de patrocínio.
As novas fronteiras nos caminhos do vôlei
Se a atleta estiver estudando Psicologia, ela poderá ser uma profissional especializada em voleibol, por exemplo. Há muita pesquisa nesta área. A Nutrição Desportiva é mais um setor em plena expansão, que busca determinar o regime alimentar ideal para as atletas que praticam o voleibol.
Isso sem contar que a evolução tecnológica tem criado uma infinidade de novos recursos que aceleram a evolução das demais Ciências do Esporte. Elas estudam as técnicas e os métodos usados nos treinamentos e na preparação física das atletas.
Em todos estes casos, Nicole destaca que o fundamental é praticar o esporte e sempre continuar estudando:
O voleibol é um esporte que contagia um grande número de pessoas. E a gente pode encontrar muitas maneiras de seguir fazendo o que amamos. Quando fui para a Europa, não deixei os estudos. Com isso, ganhei muito aprendizado e uma ótima experiência de vida. E é este imenso mundo do voleibol que a gente mostra para as meninas que participam do Festival de Vôlei da CO-LEAGUE, concluiu.